segunda-feira, maio 14, 2018

[Resenha] A Heroína da Alvorada - Alwyn Hamilton

A Heroína da Alvorada
A Rebelde do Deserto #3
Autora: Alwyn Hamilton
384 Páginas


Sinopse: Quando a atiradora Amani Al-Hiza escapou da cidadezinha em que morava, jamais imaginava se envolver numa rebelião, muito menos ter de comandá-la. Depois que o cruel sultão de Miraji capturou as principais lideranças da revolta, a garota se vê obrigada a tomar as rédeas da situação e seguir até Eremot, uma cidade que não existe em nenhum mapa, apenas nas lendas — e onde seus amigos estariam aprisionados.
Armada com sua pistola, sua inteligência e seus poderes, ela vai atravessar as areias impiedosas para concluir essa missão de resgate, acompanhada do que restou da rebelião. Enquanto assiste àqueles que ama perderem a vida para soldados inimigos e criaturas do deserto, Amani se pergunta se pode ser a líder de que precisam ou se está conduzindo todos para a morte certa.
Em A heroína da Alvorada chegamos ao fim da saga de Amani e os rebeldes do deserto, é enfim a hora de se despedir desta protagonista que tanto cresceu e se desenvolveu desde o primeiro livro e também de seus amigos, é o momento de saber o que acontece a Miragi, como os rebeldes podem ganhar essa guerra e como Ahmed pode tornar seu país de origem um lugar melhor. Mas antes que o fim se aproxime rápido demais os rebeldes que não acabaram presos pelo sultão, precisam descobrir como salvar seu príncipe, sua general e uma das garota Demjis que podem fazer a diferença nessa guerra, e infelizmente a como seguir adiante diante das perdas. Mas para chegar a isso e ganhar essa guerra antes é preciso forjar alianças e atravessar o deserto. Chegou o momento em que Amani é obrigada a tomar decisões que podem mudar o rumo de suas vidas para sempre.
"Eu devia saber melhor do que ninguém a distância que separava as lendas da verdade."
Alwyn Hamilton me conquistou logo no primeiro livro da trilogia A Rebelde do Deserto, a forma como ela conta a história passa uma sensação ao leitor de ser um ouvinte ouvindo uma pessoa querida narrar os acontecimentos. A maneira como ela cria mitos e contos de fada no decorrer dos acontecimentos torna a história ainda mais interessante. Além disso seus personagens são tão bem caracterizados e tem um desenvolvimento tão real na obra, que fica impossível não se simpatizar com todos eles. Até mesmo o sultão que deveria ser a peça odiada dessa narrativa, faz com que o leitor se envolva em sua trama pensando se no fundo ele não está certo em querer as coisas do jeito que quer. 

Apesar disso, senti que o núcleo do sultão foi meio negligenciado neste volume, o personagem que passamos a conhecer mais profundamente em A Traidora do Trono, não tem muita vez neste último volume, e aparece quase esporadicamente, é mais como uma sombra que precisa ser derrotada pairando no fim do caminho, o mesmo pode ser dito sobre o Príncipe Rebelde. Porém, a autora abriu espaço para conhecermos mais sobre os Djinnis e sua prole, os Demjis do deserto (humanos com poderes herdados de seus pais celestiais). Tive a impressão que este livro foi não o encerramento da guerra entre os rebeldes e o sultão, mas sim o fechamento da história de Amani e seu desenvolvimento. Isso não é ruim, pois ela com certeza foi uma personagem incrível de acompanhar.

Outro ponto positivo é com relação ao romance, o foco desta série é e sempre foi a aventura, por isso no decorrer da narrativa apesar de o romance estar presente nunca chegou ao ponto de suplantar a história. Assim como os personagens percebemos um certo amadurecimento neste relacionamento, e o principal é que mesmo não estando em foco é perceptível que a história de Jin e Amani tem um quê de real, com o diferencial que eles não colocam suas necessidades e sentimentos acima de tudo, o amor dos dois não se baseia apenas em uma paixão desenfreada, mas em confiança e apoio mutuo, um romance que deixa de ser clichê por sua essência. 
"Eu me desfiz em suas mãos, e ele nas minhas. Ambos se dissolvendo em areia, poeira e faíscas, até sermos apenas estrelas infinitas entrelaçadas na noite."
Dito isto, tenho que falar sobre como a autora não negligência nenhum dos personagens que criou para sua história chegar a um fim satisfatório. Hamilton soube trabalhar todos os seus personagens muito bem e encaixá-los em momentos assertivos no final de sua narrativa. Além disso, o final de sua história não apresenta apenas o que aconteceu no momento em que se encerra, mas vai além, apresentando o futuro e principalmente o destino de cada um dos personagens principais que fizeram parte da série A Rebelde do Deserto. 

Enfim, A Heroína da Alvorada traz um desfecho muito bem escrito e conduzido, que não deixa pontas soltas e que mantém a qualidade dos livros anteriores da série. É uma aventura que vai tocar o leitor e trazer a superfície sentimentos bons e ruins, mas que são necessários para o encerramento intenso que este livro trás. Prepare-se para sorrir, chorar, se enraivecer e amar essa história tanto quanto eu. 
"As histórias seriam imperfeitas, as lendas seriam incompletas. Mas mesmo que o deserto esquecesse nossas mil e uma noites, saber que ele falaria sobre nós já era o suficiente. Que muito tempo depois de nossa morte, homens e mulheres sentados em volta da fogueira ouviriam que uma vez, muito tempo atrás, antes de sermos somente histórias, nós vivemos."

14 comentários:

  1. Ju, passei correndo pela sua resenha, desculpa. 🙈
    Mas estou com A rebelde do deserto para ler e estou evitando saber informações. Quero me surpreender...
    Mas essa capa está maravilhosa!

    Beijos

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  2. Amani minha nova heroína literária!
    Como eu ameiiiii esse livroooooo!
    Alwayn conseguiu manter a história dinâmica ágil coesa. Não correu com nada deu espaço para todos os personagens e teve tempo para o amor.
    Demorei pra começar a trilogia mas depois que comecei não quis largar até terminar.

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  3. Oi, Ju.

    Pelo visto, mais do que nunca, a Amani terá que mostrar ser sábia em um confronto como esse, e que coloca muita coisa em risco, né?

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  4. Ju!
    Muito bom quando uma trilogia termina a contento e bem estruturada, mesmo com alguma ressalva que tenha feito, acredito que a autora trouxe um final para Amani bem fechadinho, sem nenhuma falha.
    Uma ótima semana!
    “Moral é o que te faz sentir bem depois de tê-lo feito, e imoral o que te faz sentir mal.” (Ernest Hemingway)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MAIO – 4 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  5. Tenho acompanhado essa trilogia desde o início e não vejo a hora de poder começar a ler o primeiro livro.
    Amani com certeza é uma das personagens mais fortes dos últimos tempos e seu crescimento é nítido demais desde que lhe foram impostas coisas que ela nem imaginava.
    E o melhor de tudo isso é que o autor acertou na medida nos três livros.
    Lerei com certeza.
    Beijo

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  6. Olá Ju!
    A edição assim como as outras está lindona, eu adorei conhecer mais um pouquinho do livro, eu li esses dias o primeiro volume e me encontro ansiosa pra continuar essa aventura junto com Amani, amei a escrita da autora tbm.
    Bjs!

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  7. Vi tanta coisas boas desses livros e deve ser maravilhoso chegar ao fim dessas histórias. A personagem é uma que sempre vejo falando muito bem e pelo jeito dela acho que iria amar. Os outros personagens parecem bem feitos também, isso é legal. Ver o final de cada um já deve chegar a dar aquela saudade, ainda mais por como a autora conta a história tão bem. Adorei isso do romance não ser o foco na história também. Acho que estragaria se focassem muito, tem tanta série que vi fazendo isso quando podia explorar outras coisas que até me desanimaram...
    Bom que a série se manteve forte do inicio ao fim. Tô doida pra ler ^^

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  8. Oi, Ju!
    Como não tenho interesse em ler a série A Rebelde do Deserto não conheço o universo que a Alwyn Hamilton criou, talvez por isso eu fiquei meio que perdida ao ler sua resenha de A Heroína da Alvorada... Mas pelo que eu pude entender a saga possue vários personagens, né?! O que confesso não ser uma característica que eu curta em um livro, sem falar que não gosto quando o romance não é o foco da história...
    Abraços.

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  9. Oi Ju.
    Eu li a metade do primeiro livro, todavia tive que parar, para dar prioridades a outros livros, mas, depois de ter lido sua resenha, confesso que bateu um certo arrependimento por ter parado, eu gosto que o romance não é o enfoque dessa trilogia e que apesar de tudo ele é desenvolvido, outro ponto que eu também gostei de saber é que a autora trabalhou bem todos os personagens, inclusive os secundários, que na maioria dos livros acabam sendo negligenciados, enfim, não vejo a hora de ler.
    P.S essa capa é linda, assim como as outras duas.
    Bjs.

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  10. Oi, Ju!!
    Para ser bem sincera fiquei bem perdida na sua resenha por que não li nenhum dos livros da trilogia A Rebelde do Deserto. Mas tenho muita vontade de ler esses livros da Alwyn Hamilton, principalmente por que adoro histórias que tenham muita aventura.
    Bjos

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  11. Olá Ju!

    Ainda estou no primeiro livro e não estou querendo pegar spoiler, mas me anima que você deu 5 estrelas e favoritou. Por enquanto to curtindo bastante a leitura.

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  12. Sinceramente não conhecia essa série. Para essa primeira resenha posso dizer que gostei, é um livro que leria com facilidade. Vou tentar conhecer os demais livros.

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  13. Olá, adoro quando os livros de uma série só melhoram a qualidade a capa volume, e aqui temos o livro mais intenso da trilogia, com um desfecho satisfatório que deixar o leitor ansiando por mais do mundo de Miragi, um universo muito bem construído pela autora. Beijos.

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  14. An-nyong-ha-se-yo!!
    Como peguei essa série logo pela terceira resenha, acabo que estou meio perdida. Vou dar uma lida nas outras pra ver se me interesso mais.
    Beijinhos...

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