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quinta-feira, janeiro 22, 2015

[OPINANDO!!!] Crescer para quê?

Ah como é lindo o romance, jovens apaixonados, lindos, centrados e que tem a vida pela frente, que vivem o amor dos amores na melhor época de suas vidas e estão juntos não importa o tempo e sem que o tempo realmente passe. Não pera! Rebobina!
E quando a série de livros é imensa?
E quando os anos se passam? 
ou 
O que acontece depois que um livro acaba?
Me peguei pensando nessas perguntas e analisando como me sinto com relação ao tempo na ficção, e sério, não fiquei nem um pouco confortável com os pensamentos que me invadiram. Julgo-os até mesmo que preconceituosos, mas não levamos tão a sério, por favor. 

A verdade é que a primeira pessoa que me veio a mente foi Jamie Fraser. Outlander é uma série com vários livros, que provavelmente vai ser narrada durante anos e o meu jovem Jamie não será mais jovem, terá filhos, irá envelhecer...enfim, o curso natural da vida. Outro protagonista provavelmente irá surgir mas Jamie nunca mais será o mesmo e esse pensamento me deixou triste, pois me dei conta que me apaixonei por sua juventude, por sagacidade, pela coragem e desprendimento e a velhice, meus caros, nos trás cada vez mais responsabilidades. Este assunto não deveria ser levado em conta em uma ficção, porém ele me faz perceber que meus personagens preferidos também perdem a inocência, envelhecem no meu subconsciente e, meu deus, como isso é cruel.

Mas esse não é o único problema. Também quero saber o que acontece depois do fim. Um casal pode ser perfeito agora, mas em algum momento as coisas se desmancham, as pessoas tomam caminhos diferentes, alguns morrem, mas, o que acontece com quem fica? Sei que estamos condicionados a acreditar na beleza do romance, no momento em que a história está nos sendo narrada, mas isso não torna nada mais fácil, é cruel. Um casal que por alguns momentos parecia perfeito, que fizeram me acreditar que o amor pode acontecer a qualquer hora e de repente fim...não é justo, nada justo.

Crescer para quê?
Por isso meus amigos quanto ao primeiro assunto julgo ser a favor de que na ficção todos são Peter Pan, mesmo porque Peter Pan é um dos meus personagens infantis preferidos. E quanto ao segundo assunto acho que não nos resta solução, o tempo é inexorável e não podemos combatê-lo. Ninguém é mais que o destino e julgo que sou obrigada a aceitar que o felizes para sempre pode não existir nem na ficção. No mais, foi um prazer ser dramática por alguns minutos.