
Já pararam para pensar que o autor que você tanto gosta e que publica vários livros por ano pode não ser o autor interino de uma obra? Para te dar uma ideia pegue um livro de James Patterson e olhe atentamente para a capa. Você vai reparar que logo embaixo do nome do autor em letras garrafais há um nome um pouco menor e é aí que se encontra o nome da pessoa que desenvolveu o livro que está em suas mãos. James Patterson em uma entrevista por e-mail a revista GALILEU assumiu que trabalha com uma equipe de co-autores:
“Normalmente, escrevo uma sinopse detalhada da ideia que tenho em mente, algo em torno de 50 ou 60 páginas, e a entrego a um coautor para desenvolver a história. A cada 15 dias, eu paro o que estou fazendo para ler o material. Às vezes, digo: ‘Puxa, que legal! Vamos em frente!’. Outras vezes, pondero: ‘Ei, espere, precisamos conversar’”.
É justamente por este fato que não entendo qual o frisson em cima das obras do autor. Acredito que a ideia tenha partido dele, mas o mérito de escrita não pode ser dado ao mesmo, e não digo isso apenas só por um livro de sucesso. Veja Bruxos e Bruxas, aqui mesmo na blogosfera literária é possível ver zilhões de resenhas negativas do livro, acabo que não me surpreendo pelo mal desenvolvimento da série.